A polémica do momento | Como ser um Fisioterapeuta Empreendedor por Hugo Belchior

Olá,

É sabido que a área do exercício está a ganhar terreno no mundo da fisioterapia. Isso é um fenómeno internacional, aparentemente potenciado pela maior robustez científica deste tipo de intervenções face a outras, nomeadamente a nível da terapia manual.

A “luta” entre a terapia manual e o exercício, sendo fonte de muita discussão e de imensa polémica, não é, contudo, a polémica a que me refiro hoje.

O fisioterapeuta poderá usar o exercício como entender, dentro do seu arsenal terapêutico e desde que cumpra as regras normais que se aplicam ao seu trabalho. Admito, contudo, que poderá haver alguma discussão sobre onde é, exatamente, a fronteira que divide o trabalho do fisioterapeuta e do profissional do exercício. Será que cabe ao fisioterapeuta trabalhar com populações saudáveis? Onde fica a linha que divide a prevenção da lesão e a otimização da performance desportiva? E será que o profissional do exercício pode trabalhar com populações “clínicas” ou isso já é área só para o fisioterapeuta?

Esta discussão é interessante e, tipicamente, uma discussão sem consenso, logo, uma discussão sem fim à vista. Cada grupo profissional tenta alargar as fronteiras da sua atuação porque isso leva a um aumento do seu mercado. Muitos fisioterapeutas acham, por exemplo, que o trabalho em populações clínicas não cabe na esfera de competências de um licenciado em ciências do desporto mas bastará fazer uma pesquisa muito simples no Google e rapidamente se percebe que a perspetiva daquele grupo profissional é bem distinta, havendo conteúdos programáticos sobre estes temas nas suas formações de base, havendo investigação científica robusta feita por pessoas do exercício, havendo formação a nível do ensino superior nestas áreas e para este profissionais, havendo projetos com provas dadas, nomeadamente junto de pacientes oncológicos, etc.

O meu ponto com tudo isto é apenas alertar para o facto de a discussão não ser tão simples como “isto é meu, aquilo é teu”.

A polémica sobre as fronteiras do trabalho de cada área e dentro de cada área está, portanto, para durar.

O que não é fonte de tanta polémica – apesar de, muitas vezes, se misturar tudo – é a qualificação (que é diferente de competência) exigida para trabalhar num espaço de treino, a ministrar treinos. Para isso, a lei exige o título de Técnico de Exercício Físico.

Ora, há duas formas fundamentais para se obter esse título e, assim, poder trabalhar legalmente na área do exercício. Uma, passa por tirar uma licenciatura na área das Ciências do Desporto e, a outra, passa por um Curso de Especialização Tecnológica denominado Técnico/a Especialista em Exercício Físico.

Em resumo:

  • Se um fisioterapeuta quiser usar o exercício dentro da sua normal atividade de fisioterapeuta, em locais devidamente autorizados para a fisioterapia e seguindo a legislação aplicável à sua profissão, não terá problema nenhum; quanto muito, poderá haver discussão sobre o que poderiam ser os limites da fisioterapia vs treino porém, sejamos práticos, se alguém estiver a ser acompanhado numa clínica, seguindo todos os normais preceitos que se apliquem, é muito difícil estabelecer os limites, formalmente, daquilo que é fisioterapia vs treino pelo que, do ponto de vida jurídico – pelo que me é dado a entender, o fisioterapeuta estaria devidamente salvaguardado;
  • Se um fisioterapeuta quiser atuar fora de um contexto clínico formal, assumindo funções de um profissional do exercício, ainda que tenha o conhecimento e a competência técnica necessários, se o estiver a fazer sem o devido título de Técnico de Exercício Físico, então, estará a incumprir a lei.

Justamente para garantir proteção jurídica e, sobretudo, para poderem explorar novos mercados, vários fisioterapeutas estão no processo (ou já concluíram) de obtenção do Título Profissional de Técnico de Exercício.

O meio mais rápido para se conseguir essa qualificação passa por se inscrever num curso que permitirá obter este título, um curso que é ministrado por algumas entidades que obtiveram essa aprovação por parte do IEFP.

Bwizer é uma dessas entidades pelo que, se quiser fazer um curso destes no Porto, descubra aqui como o pode fazer.

Se for de Lisboa, pode considerar o curso de um parceiro nosso, um parceiro muito credível, a Gnosies. Neste caso, há uma opção pós-laboral e uma opção laboral.

Para evitar polémica e para juntar a competência à qualificação, ao mesmo tempo que abre portas para um novo mercado, sedento de mão de obra, obter o título de Técnico de Exercício pode ser um excelente caminho.

 

PS1. Recordo: Em Lisboa, pós-laboral, clique aqui; laboral, aqui. Para o Porto, clique aqui.


 

 

🔴 Este texto é uma das partilhas de Hugo Belchior - mais info em fisioterapeutaempreendedor.pt

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