COVID-19: Fisioterapeuta, o que pensa da intervenção à distância, tele-reabilitação, avaliação e intervenção digital?

Vivemos tempos de exceção. Tempos para os quais não estavamos preparados.

Todos conhecemos as recomendações gerais para a população. Contudo, os Fisioterapeutas, enquanto profissionais de saúde, poderão atravessar uma fase de ainda de maiores incertezas. Devo continuar a trabalhar e a estar junto dos meus pacientes? De todos, ou só de alguns? Ou, pelo contrário, devo parar a minha atividade?

 

Como agir?

Em apfisio.pt, pode ler-se que "de acordo com a posição da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas (APFISIO) sobre a COVID-19 provocada pela infeção por coronavírus (SARS-CoV-2), sempre que possível recomenda-se a utilização de ferramentas que permitam a avaliação e a intervenção digital ou através do telefone."

 

Como implementar a intervenção à distância, tele-reabilitação, avaliação e intervenção digital, na Fisioterapia?

Também em apfisio.pt, pode ler-se que "a necessidade de continuar a dar resposta aos utentes que necessitam de cuidados de Fisioterapia tem evidenciado a importância que esta forma de intervenção pode assumir na nossa profissão. O número de colegas que tem partilhado a sua experiência tem aumentado, o que mostra a capacidade dos fisioterapeutas de se adaptar a uma nova realidade. No entanto, a urgência na implementação deste tipo de abordagens pode não ser boa conselheira. Antes da implementação deste tipo de abordagem, como de qualquer abordagem com que não estamos familiarizados, o ideal seria fazer um estudo aprofundado, procurando toda a informação disponível relevante e adquirir formação se necessário, não esquecendo as questões relativas à privacidade e consentimento do utente.

De acordo com a Chartered Society of Physiotherapy, a intervenção remota poderá ser apropriada para os fisioterapeutas que estão em isolamento social, para os utentes com sintomas ou com diagnóstico de COVID-19, para utentes em risco de infeção e para utentes preocupados com a prestação de cuidados presenciais. No entanto, este tipo de prestação de cuidados poderá não ser apropriado em utentes com necessidade de cuidados complexos, em utentes cuja informação clínica não está disponível, quando um exame físico detalhado é necessário ou quando a capacidade para fornecer o consentimento informado está limitada.Nesse sentido, a Associação Canadiana de Fisioterapia recomenda que decisão de oferecer este tipo de serviço seja informada e ponderada e propõe que os fisioterapeutas se questionem sobre os seguintes pontos:

  • A intervenção à distância é apropriada para este utente?
  • Tenho o treino e competências necessárias para providenciar serviços de fisioterapia remotos aos meus utentes?
  • Estou a fornecer serviços de fisioterapia remotos informados pela evidência?
  • O utente tem a tecnologia necessária para este tipo de intervenção?
  • O utente necessita de suporte técnico, ou no domicílio, para facilitar a sessão?
  • Qual é o objetivo geral para a avaliação/intervenção remota? Educação? Avaliação? Tratamento?
  • Que plataforma permitirá que ofereça a mesma qualidade do que a abordagem presencial?
  • O contexto do utente proporciona um ambiente seguro, protegido e confidencial?
  • O meu ambiente é apropriado para este modelo de intervenção (Internet de alta velocidade, configuração confidencial, consentimento e plataforma compatível com requisitos legais, etc.)?
  • Estou a seguir todas as normativas das estruturas que regulam a intervenção?"
 

Mais informação e recursos disponibilizados pela APFSIO sobre a pandemia por COVID-19 e a Fisioterapia aqui. Destacamos as "FAQs orientadoras para os Fisioterapeutas", um conjunto de perguntas e respostas importantes para a prática dos fisioterapeutas, compiladas pelo Grupo de Interesse em Fisioterapia Cardiorrespiratória (GIFCR).

COVID-19: Fisioterapeuta, o que pensa da intervenção à distância, tele-reabilitação, avaliação e intervenção digital?

 

NOTAS:

 
  • Mantenha-se informado e dê preferência a fontes fidedignas, sugerimos as seguintes fontes primárias:

               📌 Direção Geral de Saúde
               📌 SNS 24
               📌 Organização Mundial de Saúde
               📌 Coleção especial da Cochrane
               📌 Feed de informação e dados da Universidade de Oxford
               📌 Overview do Johns Hopkins e o seu tracking dashboard

               

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