Fiquei estupefacto. Mas com um sorriso. | Como ser um Fisioterapeuta Empreendedor por Hugo Belchior

Olá,

Ao longo dos anos já tive a oportunidade de ajudar vários fisioterapeutas a lançar os seus negócios. Deixa-me com um sentimento de realização pessoal saber que consigo ajudar outras pessoas e que posso ter um impacto positivo na vida delas.

Recentemente, recebi um email de agradecimento de uma pessoa que ajudei há uns anos e impactou-me de tal forma que lhe pedi autorização para partilhar. Leia a história da Marlene Pereira até ao fim, que vale a pena!

 

Olá Hugo,

Vou tentar ser breve, irei referir o quando mudaste a minha vida. Ofereceste-me uma consulta de consultoria grátis (acabou por ser telefónica, pois por videoconferência a ligação estava péssima), penso que em fevereiro de 2016. Referias que o melhor que temos para oferecer era o tempo e disponibilizavas, salvo erro 1h/semana do teu tempo a ajudar quem quisesse iniciar o seu próprio negócio. Eu fui uma das felizes contempladas.

Nessa altura tinha tido o meu segundo filho e acabado de abrir o meu gabinete de Fisioterapia. Mantinha o meu emprego, mas o meu patrão na altura propôs-me acordo. Já tínhamos por vezes salários em atraso, a empresa passava por uma crise financeira e ele não gostou que eu abrisse um gabinete a 20km do local onde trabalhava, mesmo não tendo qualquer tipo de acordos e apenas uma sala de consulta.

Trabalhei 12 anos naquela clínica e era a única fisioterapeuta efetiva. Não querendo parecer arrogante, acho que foi a maneira de ele se “livrar” de uma funcionária que saía cara à empresa, dado que todos os outros Fisioterapeutas trabalhavam a recibos verdes. Sempre senti que ele gostava do meu trabalho, daí ter conseguido entrar no quadro da clínica. No entanto, o que me levou a abrir o meu próprio gabinete foi o facto de sentir que não acrescentava valor a ninguém (nem a mim própria), que não ajudava ninguém, que não sabia nada de fisioterapia e que “perdia tempo” ao trabalhar em clínica convencionada com 5 utentes/hora. Foi para mim muito difícil aceitar e encarar este sentimento.  

Talvez tenha enfatizado este sentimento no pós-maternidade da minha primeira filha, ela nasceu com LPBO (Lesão do Plexo Braquial Obstétrico) e eu senti que precisava de saber mais. Não sou a pessoa mais maternal do mundo, mas os filhos fizeram-me pensar (ou repensar) no propósito de vida e o legado que pretendo deixar da minha passagem neste mundo (independentemente para onde irei a seguir).

Deixo link com o percurso da evolução da minha filha dos 0 aos 2anos https://youtu.be/2GGtuH-qIVA

Apesar do apoio incondicional do meu marido, eu estava assustada por largar o meu trabalho que me garantia um ordenado fixo e poucas dores de cabeça. Nas minhas últimas semanas de trabalho nesse espaço convencionado, sou premiada com a tua sessão, era impossível calhar em melhor altura. 

Ainda hoje sigo alguns conselhos mais marcantes que me ofereceste naquele dia, como por exemplo:

  • Não tenhas medo da concorrência, também é publicidade para ti;
  • Dar a conhecer a todos os meus amigos o que estou a fazer (importantíssimo para iniciar o meu negócio e foi mesmo por aqui que me lancei);
  • Atender alguém importante na comunidade, para futuras recomendações;
  • A melhor publicidade é o “boca a boca” (mais que comprovado!);
  • Investir em mim e na minha formação contínua se me sentia insegura (não parei mais de fazer formação desde o dia em que te desliguei o telefone);
  • Não gastar/investir mais do que aquilo que posso perder (mesmo mantendo pensamentos positivos e acreditando no projeto).

Estes foram na altura os mais marcantes, além de um ou outro conselho financeiro, como o valor da sessão a cobrar. 

Já seguia as tuas palestras e conteúdos pelas redes sociais e anteriormente a esta data do telefonema, assisti ao workshop “como abrir um gabinete”. Confesso que vim de lá a pensar que realmente não era para mim abrir um espaço, fiquei completamente desolada para ser sincera.

O exemplo que deste da criança a bater com a cabeça na porta ecoou na minha mente por meses... eu sempre fui a pessoa em que “a porta é que é má e me bate”…

Tive a perceção que sempre me “vitimizei” e que nunca ME DERAM oportunidade de crescer como profissional. Então teria que ser eu a fazer as minhas escolhas e abrir as portas que pretendia que fossem abertas.

Quando me responsabilizei pelo meu caminho tudo mudou. Hoje o meu problema é não ter mais tempo para trabalhar. Trabalho no meu espaço por marcação e já tenho uma colega que me vai ajudando com alguns clientes. Consegui simultaneamente emprego num Hospital com uma equipa fantástica, algo que também ambicionava pela experiência em meio hospitalar.

Espero não ter que tomar decisões em breve porque gosto realmente de trabalhar nos dois sítios, mas atualmente a balança do equilíbrio familiar/profissional está bastante desequilibrada.  

Já cometi alguns erros, já tomei algumas decisões menos boas e já fiquei sem dormir algumas noites, mas estou definitivamente mais realizada. 

 

Grata pelo que mudaste em mim,
Fisioterapeuta Marlene Pereira

 

Brutal, ein?!

E saber que, de alguma forma, dei um pequeno contributo para isto, é super gratificante.

Se também o ajudei de alguma forma, partilhe a sua história comigo. Se ainda não o ajudei, responda a este email e diga-me como o poderei fazer.

 

PS. Este meu projeto talvez o possa ajudar. Saiba mais, aqui.


 

 

🔴 Este texto é uma das partilhas de Hugo Belchior - mais info em fisioterapeutaempreendedor.pt

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