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Manipulação torácica na dor e amplitude de movimento da cervical

Uma das disfunções osteomusculares mais comum na população mundial é a dor cervical (cervicalgia), sendo a sua incidência e prevalência inferior apenas à da dor lombar.

Com efeito, aproximadamente 15% das mulheres e 10% dos homens sofrem de dor cervical (Vermon e Humphreys, 2009; Carlesso et al., 2010) e 45% a 54% da população mundial será afetada por cervicalgia em algum momento das suas vidas (Penas, 2007). Ora, esta dor cervical crónica irá interferir, tanto nas atividades de vida diária, quanto no lazer e na qualidade de vida (Vermon e Humphreys, 2009) e 50% destas pessoas serão encaminhadas para a fisioterapia, representando cerca de 25% dos pacientes que procuram os serviços de fisioterapia (Cleland et al., 2004; 2007).

Segundo o artigo "Efeitos da Manipulação Torácica na Dor e Amplitude de Movimento da Coluna Cervical" de 2012, entre "as várias técnicas utilizadas na fisioterapia músculo-esquelética uma das mais promissoras e apropriadas na reabilitação das algias cervicais, é a terapia manual (TM) (Cleland et al., 2004). […] Dentre as técnicas há a manipulação vertebral, as mobilizações articulares e as direcionadas para os tecidos moles (Carlesso et al., 2010).

O que difere entre a manipulação vertebral da mobilização é o nível de amplitude articular e a velocidade da execução da técnica, sendo a manipulação a mais difícil de ser interrompida pelo paciente, pela maior velocidade durante a sua execução (Di Fabio, 1999).

A manipulação da coluna cervical tem como objetivo recuperar o movimento fisiológico em áreas que apresentam alguma disfunção ou restrição. Melhorando a função do sistema músculo-esquelético percebe-se que todas as partes relacionadas beneficiam, sejam outros componentes músculo-esqueléticos ou áreas abrangidas pelas vias nervosas ou circulatórias, visando beneficiar a função global (Chaitow, 1992).

Apesar dos benefícios, tem havido uma grande atenção para a manipulação na região cervical, devido ao risco de lesão da artéria vertebral, o que pode levar a um acidente vascular ou até a morte (Carlesso et al., 2010; Di Fabio, 1999). Devido à relação biomecânica entre a coluna cervical e torácica, distúrbios de mobilidade da coluna torácica podem servir de base para disfunções na coluna cervical. Acredita-se que algumas disfunções somáticas da coluna torácica podem gerar dor e alterações na amplitude de movimento cervical (Cleland et al., 2004; Filho, 2007).

Estudos demonstram que técnicas manuais na região torácica proporcionam alívio das algias cervicais (Cleland et al., 2004; Iglesias et al., 2009), pelo que a manipulação da coluna torácica, principalmente na região da quarta vértebra torácica, por se tratar do centro da gravidade do corpo humano, poderá proporcionar benefícios nas disfunções cervicais (Filho, 2007)".

 

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