À conversa com… Prof. Vitor Hugo Teixeira (Bwizer Magazine)

Este artigo fez parte da 3ª edição da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

 

Quem é o Professor Vítor Hugo Teixeira?

Tenho 43 anos e sou nutricionista. Natural e residente em Paços de Ferreira, com muito orgulho, sou fascinado pela área da nutrição no desporto.

 

A paixão pela Nutrição surgiu antes de entrar no curso ou foi algo que se desenvolveu mais tarde, com o aprofundar do conhecimento?

A nutrição não foi uma paixão à primeira vista, foi antes um amor que se foi consolidando com o passar do tempo. Aliás, quem me apresentou este amor foi um professor de Biologia, pois até aquela altura tinha planeado seguir outro percurso, eventualmente medicina.

Não tenho dúvidas que não me via a fazer outra coisa na área das ciências da saúde. Provavelmente via-me a ter uma profissão completamente diferente: seria, ou nutricionista, ou gestor – são duas coisas completamente diferentes mas ambas paixões.

Todos temos de ser bons gestores a vários níveis, desde logo a nível pessoal porque o nosso tempo é escasso. Os nutricionistas gerem pessoas, emoções, energias, calorias e nutrientes – portanto todas essas ferramentas são importantes e aplicáveis às Ciências da Nutrição.

 

Fale-nos um pouco do seu percurso académico e profissional?

Licenciei-me em Ciências da Nutrição em 1998 e naquele momento a nutrição não era a área com a pujança social que tem hoje em dia. Cada vez que me identificava como nutricionista, tinha de explicar qual o contributo da nutrição para a sociedade e para aquele individuo em particular. Hoje em dia o contexto mudou completamente.

Pouco tempo após terminar a licenciatura, candidatei-me a uma vaga para professor na minha faculdade, e tive a sorte de conseguir; portanto, poucos meses depois de terminar a licenciatura, estava ligado ao ensino e investigação na minha faculdade, onde me mantenho desde então.

No início, quando decidi continuar os meus estudos, a oferta de pós-graduações e mestrados era curta. No ano em que tinha interesse iniciar, estava a arrancar um mestrado em controlo de qualidade na faculdade de Farmácia no qual me inscrevi para estudar uma área que me era menos familiar. Acabei fechado num laboratório durante muitos meses, a dosear uns compostos cancerígenos em óleos vegetais – o que foi fantástico para compreender que não queria repetir aquela experiência, pelo que eliminei logo a possibilidade de continuar numa área de estudos similar.

Percebi que havia muito pouco sobre a nutrição no desporto, e que não haveria nutricionistas a trabalhar com atletas de forma sistemática; para além disso, senti que o nível de conhecimentos na área, em Portugal, era muito escasso, pelo que considerei que aquilo era uma oportunidade.
Assim, desenvolvi o meu doutoramento nessa área da nutrição aplicada ao desporto e desde que terminei, em 2008, tenho-me focado, quase exclusivamente, a esta área de investigação.

Nunca me cingi ao que o mercado me dizia. Sempre tentei fazer o que gostava. O que tentei fazer foi conciliar os meus interesses com aquilo que poderia ser uma oportunidade de futuro – e a nutrição no desporto pareceu-me ser uma boa aposta.

 

Porquê uma carreira ligada à Nutrição Desportiva? O que mais o atrai nesta área, que não encontra noutras?

Cada uma terá o seu encanto. Eu gosto muito da nutrição no desporto, pois é um modelo ótimo para perceber o impacto que a nutrição pode ter noutras áreas. Como alguém dizia, o desporto é uma forma de vida acelerada e muitos dos impactos que o exercício tem na nossa saúde são o reflexo que outras condições podem ter. Quem trabalha com um atleta tem de saber manipular e otimizar a sua composição corporal – mas isto também é interessante noutras áreas das Ciências da Nutrição. Mas também tem de saber de bioquímica, fisiologia e ter social e soft-skills. Há, nesta área, uma série de predicados que se concentram e que eu considero serem muito interessantes.

Também o tentar criar a necessidade e transmitir a importância de uma ciência nova no contexto do desporto, onde os resultados são multifatoriais, me pareceu muito estimulante e um ótimo desafio.

entrevista a Vitor Hugo Teixeira

O papel do nutricionista e da nutrição é hoje mais bem-recebido por atletas e equipa técnica? Que desafios encontra?

Os desafios que um nutricionista encontra hoje no contexto des¬portivo são completamente diferentes daqueles que eu encontrei quando iniciei o meu percurso.  Há 20 anos o nosso principal papel era explicar a atletas, equipas técnicas e médicas, o que esta área poderia trazer à melhoria do desempenho; isto com a dificuldade do contexto não ser muito favorável, pois não existiam outros nutricionistas a trabalharem com equipas, federações, nem mesmo com atletas de forma sistemática – não havia exemplos de sucesso noutros países, pelo que passava muito por tentar explicar o contributo que a nutrição poderia trazer à performance atlética.

Claro que os atletas valorizavam muito pouco outras área que não a desportiva, que obviamente ainda é a mais importante. Para o atleta ter sucesso tem de ter um boa genética, treinar muito bem e de forma muito eficiente, e manter-se motivado; depois, há uma série de outras áreas que podem dar um pequeno contributo, como é o caso da nutrição. Naquela altura, porém, os atletas ainda não estavam muito recetivos a grandes interferências no plano alimentar. Como não se conhecia muito bem qual o papel que a nutrição poderia ter no desporto, pensava-se que servia apenas para emagrecer atletas que tinham massa gorda em excesso, realidade que, entretanto, mudou!

Mudou também o desporto – está mais intenso, pelo que já não é possível melhorar muito apenas por aumentar as cargas de treino, uma vez que estas já atingiram um patamar muito alto. Hoje já se treina com cargas elevadas e de forma muito otimizada, pelo que importa incluir outras áreas como a nutrição. Em relação à nutrição, não recomendamos o mesmo que há 20 anos – não só em termos práticos, pois os alimentos que recomendamos hoje são outros, mas também os objetivos são diferentes. Antes, a nutrição estava apenas vocacionada para a competição: eu queria que o atleta estivesse no seu máximo naquele momento, pelo que lhe dava todas as ferramentas nu¬tricionais para treinar e competir no seu melhor. Agora o pano¬rama mudou, nós queremos que o atleta tenha um desempenho máximo, mas por vezes não lhe damos todas as ferramentas durante o treino, pois queremos potenciar uma maior adaptação, já que acreditamos que um maior “sofrimento” em treino, resulta numa melhor performance.

Mudou também o contexto: a nutrição tem uma expressão social enorme. Agora, o maior desafio não é tentar acrescentar informação a um “recipiente” com pouca, é sim distinguir a boa da má informação.

 

Trabalha num clube de futebol profissional, prestando apoio à equipa. Como chegou a este lugar tão desejado?

A minha ligação ao futebol começou há 20 anos no clube da minha cidade natal, que é o meu 2º clube preferido; depois tive a oportunidade de ir para o meu clube de eleição, aquele pelo qual sofria e sofro enquanto adepto. Foi uma oportunidade que surgiu a convite do diretor do departamento de saúde - e foi ina¬creditável. Foi transformar em realidade um sonho. Um prazer enorme poder conciliar dois temas que eu adoro.

 

Como é contribuir para a vitória do campeonato?

Eu não contribuo para vitórias de campeonato, eu apenas não estrago [risos]. O mais importante para alguém ser bem-sucedido num desporto de alta competição é o talento dos jogadores, orientação técnica, capacidade de auto motivação e auto supe¬ração. Depois há uma série de outras áreas, na qual a nutrição se inclui, que ajudam a otimizar tudo o resto.

O que mais me motiva é perceber que temos atletas muito talentosos, mas que são humildes para pedirem ajuda e mais conhecimento numa área que não lhes é tão próxima. E isto sensibiliza-me: sensibiliza-me perceber que estes fazem alterações no seu plano alimentar para serem ainda melhores. Já são atletas de elevadíssimo nível e mesmo assim nunca estão satisfeitos.

O título e outras conquistas são apenas o culminar de todas estas pequenas vitórias que temos ao longo do ano. Penso que o maior orgulho é mesmo estar inserido num grupo de trabalho com atletas e staff que eu considero de excelência e com os quais é um privilégio trocar informação.

 

Qual é o maior desafio de trabalhar num dos 3 grandes clubes de Futebol, em Portugal?

O maior desafio de trabalhar no desporto coletivo de alta competição, como o futebol, é que os resultados são multifatoriais. Não são o produto apenas de uma ou outra coisa, o que por vezes leva a que áreas mais marginais possam ser marginalizadas – acho que isto é a maior ameaça juntamente com a má informação que chega aos atletas, por parte de redes sociais e outras fontes com pouca qualidade. O nosso maior desafio é darmos a importância devida à área, tentarmos distinguir o “trigo do joio” e fazer com que eles apenas se concentrem naquilo que os ajuda.

 

Para além da sua vertente “no terreno desportivo”, ensina e investiga. O que mais o motiva a partilhar o seu conhe¬cimento e experiência?

Eu adoro aprender. Provavelmente a característica que tenho mais apurada é perceber quais as minhas qualidades e os meus defeitos; tento sempre investir nas áreas onde as minhas quali¬dades possam ser mais impactantes.

Construí o meu percurso no sentido de ser exigida uma aprendizagem continua e, trabalhando na faculdade, essa é uma das premissas mais importantes – temos de estar permanentemen¬te atualizados, pelo que procuro de forma contínua evoluir e crescer.

Adoro partilhar este conhecimento que fui adquirindo, seja em contexto de aulas, seja num congresso. E tenho ainda mais gozo quando fugimos um pouco do guião, quando numa apresentação mudamos o tema, ou numa aula esquecemos os slides, pegamos no marcador e começamos a escrever no quadro; considero que é neste contexto de diálogo e de desafio que mais aprendemos. Gosto de ser desafiado e isto são momentos ótimos de aprendizagem. Aprendemos muito com quem nos está a ouvir, pois dão-nos perspetivas que não veríamos se não existisse aquela conversa.

Quanto à investigação, e apesar de gostar, é cada vez mais um processo burocrático pelo que tenho, nos últimos anos, senti¬do um grande interesse em aprender e divulgar à comunidade, dedicando agora menos tempo à produção de artigos que, à partida, ficarão num circuito mais ou menos fechado.

 

É, reconhecidamente, um dos mais destacados nutricionistas portugueses. O que o distingue enquanto “Nutricionista”? Quais os fatores críticos do seu sucesso?

Isto podem parecer palavras feitas, mas não são. Não acho que tenha sucesso, mas sim que tenho objetivos pessoais que alcancei. Isso para mim é o mais importante: ter alguns desafios a que me proponho e alcança-los.

Até porque, na maior parte das vezes, o sucesso implica alguma mediatização e eu não gosto de ser conhecido, mas sim reconhecido.

Reconhecido pelos meus pares, mas completamente “anónimo” para o resto da sociedade. Provavelmente por querer ser reconhecido percebi que tinha de trabalhar muito – e nunca me esqueço desta frase “quando a inspiração aparece, apanha-me a trabalhar”. Foi o meu mote desde sempre: entregar-me mui¬to ao trabalho e estudar muito para fazer um melhor trabalho; repetir e nunca me sentir satisfeito, sou o meu maior crítico. Vi numa palestra Ted Talk que o líder perfeito deve ser consciente e humilde, eu revejo-me nestas palavras porque acredito nas minhas capacidades e competências, mas sei que a qualquer momento vou falhar, e isto é o que me mantém em movimento.

 

Se tivesse de destacar os momentos mais marcantes da sua carreira até agora, quais seriam?

Ingressar na faculdade enquanto professor; ter-me doutorado na minha área de eleição; e ter a oportunidade de trabalhar no clube que eu adoro. Tudo isto permitiu-me contactar com áreas, contextos e pessoas muito diferentes. Isto é muito desafiante e estimulante: é aquela vertigem de colocar uma fasquia a um nível que não sabemos se vamos ultrapassar!

 

Sabemos que é alguém extremamente ocupado. Como concilia a vida pessoal com a profissional?

Durante alguns anos foi muito difícil e houve mesmo um ano em que apenas não trabalhei por 3 dias, mas isto só foi possível porque as pessoas que me acompanharam na vida pessoal foram pacientes e compreenderem que era uma fase transitória. Agora o que tento fazer é focar-me no tempo que estou a tra¬balhar e desligar por completo quando não estou – separo por completo as duas vertentes da minha vida.

Quando queremos atingir algumas metas temos de ser muito determinados, saber exatamente qual o nosso objetivo, concentrar todas as energias nessa meta e conhecermo-nos muito bem, tentando escolher os caminhos nos quais as nossas forças se destacam mais que as nossas fraquezas.

 

Como se mantém motivado para evoluir?

Sinto-me sempre muito motivado na área da nutrição. Sei que o nível de conhecimento que existe é vasto e eu penso sempre que nunca sei o suficiente, é uma motivação intrínseca. Nesta área tão nova, o nível de produção de ciência é enorme: são milhares de artigos que são publicados. Outra estratégia é ro¬dear-me de pessoas muito competentes e que querem sempre saber mais […] e quando estamos rodeados de pessoas excecionais, orientadores e orientandos, vivemos numa cultura ótima para crescermos.

 

Como compara o estado de desenvolvimento da Nutrição, nomeadamente da Nutrição Desportiva em Portugal com outros países? É possível fazer de Portugal uma referên¬cia no mercado internacional?

A nutrição desportiva em Portugal tem um nível de conhecimento muito elevado, mas um nível de investigação científica muito fraco – pode parecer paradoxal, mas eu explico. O nosso nível de conhecimentos é muito bom. Nós começamos há 4 décadas atrás pelo que temos alguma bagagem que outros não têm; claro que há países mais desenvolvidos, como Inglaterra, Austrália e EUA, mas mesmo nestes vejo que, na aplicação prática, estamos na vanguarda e perfeitamente atualizados.

 

Uma das críticas que mais se vai fazendo aos nutricionis¬tas é que “cada um diz a sua coisa” e, muitas vezes, dizem coisas muito diferentes. Esta crítica é justa?

Não conseguimos investigar a sério, em Portugal, por várias razões. É difícil porque não há fundos a não ser que já se te¬nha uma equipa de laboratórios e centros de competência bem estruturados; porque não temos massa critica suficiente, pelo que não conseguimos criar sinergias que nos permitam sermos mais competitivos; e também porque, ao sermos poucos e com muitas tarefas, canalizamos mais as nossas energias para o aprender, ensinar e divulgar conhecimentos, do que propria¬mente para produzir novos conhecimentos.

 

Considera que o potencial contributo da nutrição para a saúde, a performance e até, a longevidade, está ainda muito longe daquilo que pode vir a acontecer? Como vê o futuro da nossa relação com o que comemos?

Estamos surpreendentemente atrasados ao nível do conhecimento sobre a forma como a alimentação influencia a saúde e performance. Por mais que pensemos que estamos numa fase de grande evolução de conhecimento, quando daqui a 30 ou 40 anos olharmos para trás, vamos ver que o que agora fazemos é muito rudimentar. Hoje ainda não existe nutrição personalizada por não existir conhecimento suficiente. Por mais que queiramos atribuir o rótulo de personalizado e funcional, esta personalização é feita de forma muito grosseira, quando muito para pequenos grupos, mas nunca verdadeiramente para um indivíduo. E, ainda que se comercialize algumas alimentações com base em algumas análises genéticas, a evidência sobre a sua efetividade na individualidade é muito curta.

 

Como vê hoje a relação das pessoas com a alimentação. Os comportamentos mudaram?

Sim, mudaram muito. As pessoas perceberam que as escolhas alimentares são determinantes para o seu estado de saúde e risco de doença. Já sabem e estão conscientes que o que comem tem impacto na saúde. O passo seguinte é mudarem os seus comportamentos alimentares - há alguma evolução nesse sentido e há até uma franja da população que leva esta pre¬missa ao extremo, considerando que toda e qualquer grama de alimento que introduza na boca terá um impacto desmesurado na sua saúde.

É importante que os nutricionistas promovam uma atitude mais flexível, pois não queremos que isto se torne um fascismo nutricional, onde todos tenham de seguir rigidamente diretrizes; é também vital olharmos para todas as dimensões de um alimen¬to: culturais, gastronómicas e afetivas, partilha social.

 

Como vê a quantidade de conteúdo que é produzida e di¬vulgado, no âmbito da nutrição e suplementação? Como se pode, no fundo, garantir que o que se diz é sustentando na ciência e não apenas algo que resulta em muitos likes?

Este é um dos maiores desafios que os nutricionistas enfrentam hoje: a enorme quantidade de informação que é veiculada por muitos canais como jornais, podcasts, blogs.
Eu sou favorável à democratização no acesso à informação – é fundamental permitirmos a pessoas de outras áreas que acedem à informação de investigação em nutrição, tanto porque nos dão outras perspetivas, como também porque os saberes são complementares. Só vejo vantagens nisto, ainda que possa ter o reverso da medalha.

Todos os que acedem à informação podem depois reproduzir informação incorreta, ou porque não têm literacia suficiente para compreender os resultados do estudo, ou porque o fazem de forma incompleta vendo apenas alguns estudos/ fontes e não todos os que existem sobre o tema, ou até porque o fazem de forma enviesada por algum preconceito - as pessoas estão mais interessadas em terem razão do que estarem certas.

Ora, isto seria expectável quando são profissionais de outras áreas a versarem sobre a Nutrição. Contudo, o que mais me entristece, é quando somos nós, os nutricionistas, a não fazermos o nosso trabalho de forma perfeita, quando p.e. por falta de tempo para consultarmos devidamente a informação original, optamos por nos concentramos apenas nos resumos dos arti¬gos ou resumos feitos por outros […].
Por tudo isto, teremos de estabelecer alguns canais de trans¬missão de conhecimento que ainda não estão otimizados, mas que no futuro o serão. Esta otimização de canais de A a Z, do laboratório à clinica, pode ser feita pedindo aos que lidam diaria¬mente com a evidência, p.e. quem trabalha nas universidades, que sistematizem a informação e depois a façam chegar aos profissionais que estão no terreno.

 

Na sua opinião, qual o papel da formação avançada na evolução dos Nutricionistas?

O ensino de carácter universitário é um ensino que não prepara os alunos para saberem operar em todas as circunstâncias: tem por objetivo dar ferramentas para que possam depois aprender a fazer. Portanto, é natural e válido que quando se termina uma licenciatura, se sinta que não se está completamente capaz para responder a todas a s solicitações e necessidade dos nossos utentes. E, numa área tão vasta como a nutrição, temos de nos especializar. Não é proficiente ser nutricionista no desporto, saúde pública ou restauração, é preciso existir especialização. E a formação avançada é que vai permitir “pegar no kit essencial” adquirido na licenciatura e especializá-lo.

 

Quais os seus planos para o futuro? Há algum projeto que tenha deixado pendente e que gostasse de concluir?

Os meus planos são encerrar os projetos do passado. Tenho muita coisa em aberto, que não consegui fechar por falta de tempo. Vivo dois meses atrasado em relação ao dia de hoje, pelo que até costumo dizer que os meus emails terminam com melhores cumprimentos e começam com desculpe o atraso na resposta [risos] - isto já está pré formatado. Mas o meu principal objetivo a longo prazo é aumentar o número de colegas que estão a trabalhar, com competência, no desporto.

 

Para terminar, deixe uma mensagem para os profissionais que atuam nas áreas da saúde e exercício.

A mensagem que quero deixar é aquela com a qual me identifico: temos de ter confiança naquilo que sabemos fazer, mas manter a humildade para continuar a aprender para fazer melhor. O melhor que fazemos hoje não chegará no futuro.

Continuem a aprofundar conhecimentos e a lidar com pessoas com backgrounds diferentes, pois evoluímos muito mais quando somos colocados perante pessoas que discordam e nos desafiam. Só assim nos vamos tornar mais competentes, resilientes e adaptados!

 

Este artigo fez parte da 3ª edição da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

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