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À conversa com... a equipa The PEAK: Bruno Matos, Luís Mesquita e Mário Simões (Bwizer Magazine)

Este artigo fez parte do Número 8 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

 

Estivemos à conversa com a equipa The PEAK. Nesta entrevista ficamos a conhecer um pouco do seu percurso e projetos para o futuro. Entre connosco nesta viagem e conheça estes 3 jovens profissionais de elite!

1. Como se apresentariam, de uma forma breve?

Luís Mesquita (LM): O meu nome é Luís Mesquita, tenho 29 anos e sou natural da Póvoa de Varzim. Sou licenciado em Fisioterapia e certificado em Strength and Conditioning pela National Strength and Conditioning Association (NSCA). Ao longo dos últimos 7 anos tenho trabalhado essencialmente no âmbito do desenvolvimento das qualidades físicas com atletas de alta competição de diferentes modalidades desportivas (futebol, voleibol, hóquei em patins, basquetebol, atletismo, remo e tiro), quer em Portugal, quer na China. Colaborei com organizações como o Futebol Clube do Porto, Sporting Clube de Portugal, FISIOGlobal, Shijiazhuang Ever Bright Football Club (Superliga Chinesa), EXOS, Comité Olímpico Chinês e Federação Chinesa de Futebol. Atualmente sou coproprietário do The PEAK.

Bruno Matos (BM): Chamo-me Bruno Matos, tenho 28 anos, sou natural de Guimarães e mestre em treino desportivo. Estou, desde 2011, ligado ao Desenvolvimento das Qualidades Físicas em atletas de alto nível. Iniciei o meu trajeto no voleibol sénior do Vitória Sport Clube. Depois seguiu-se a colaboração com a Federação Portuguesa de Voleibol. Regressei ao futebol para o Departamento de Apoio ao Rendimento do Vitória Sport Clube, onde já fizera o estágio curricular sob orientação do Prof. Paulo Mourão, para monitorizar e controlar a carga de treino, bem como para assumir funções de Coordenador do Departamento de Apoio ao Rendimento da Academia. Em 2017 comecei a trabalhar individualmente com atletas profissionais e surgiu a oportunidade de unir “forças” com o Mário e Luís, para criarmos um projeto único em Portugal.

Mário Simões (MS): Sou mestre em treino de alto rendimento e, desde 2003, docente no ensino superior. Sou também fundador e diretor técnico do Centro de Treino PEAK, assim como coordenador da preparação física das seleções nacionais de voleibol.

2. Quais os momentos mais marcantes das vossas carreiras?

LM: Já tive a felicidade de fazer parte de equipas campeãs nacionais nas respetivas modalidades – Hóquei em Patins (Futebol Clube do Porto) e Voleibol (Sporting Clube de Portugal). Por outro lado, também já tive o sentimento oposto após a descida de divisão na 1ª Liga Chinesa... [risos]. Mas sem dúvida que o momento mais marcante da minha carreira, e também do ponto de vista pessoal, foram os 3 anos que trabalhei e vivi na China, em que tive a oportunidade de conviver com atletas de calibre mundial, participar no maior evento desportivo do mundo (Jogos Nacionais da China, que acontecem a cada 4 anos e contam com mais atletas do que os Jogos Olímpicos), representar uma das entidades mais reconhecidas a nível internacional (EXOS) e representar um país tão importante como a China em competições internacionais.

BM: Como atleta, foi a oportunidade de ter sido, durante toda a minha formação, capitão do meu clube e de um grupo de homens que me ajudaram a ser quem sou hoje. Inevitavelmente, a conquista de um campeonato nacional e a presença numa final da taça de Portugal que acabamos

 

por perder, foram também momentos muito importantes. Como treinador, a conquista do Campeonato Nacional de Voleibol pelo Sporting Clube de Portugal e a experiência de ter trabalhado fora de Portugal (Alemanha). Mas, nesta área, todos os projetos e todos os atletas trazem desafios que nos marcam para sempre.

MS: Como treinador, a conquista do primeiro campeonato nacional e ser vencedor do prémio de treinador do ano, em 2012. Posteriormente, a criação do centro de treino PEAK em parceria com o Bruno Matos e Luís Mesquita e a conquista do campeonato nacional sénior pela equipa do Sporting Clube de Portugal, em 2018.

3. Antes de trabalharem em colaboração, o treino e a performance jáfaziam parte das vossas vidas? Como?

LM: Desde muito jovem que sinto um gosto enorme pelo desporto, nomeadamente pelo futebol. Após uma lesão grave aos 16 anos, período em que praticava futebol federado, entrei em contacto com o mundo da Fisioterapia e foi o catalisador para decidir entrar na Licenciatura em Fisioterapia, que terminei em 2012. Apesar de ser Fisioterapeuta, desde sempre quis estar ligado à alta competição, e ao longo do tempo fui percebendo que o papel do Fisioterapeuta mais “clássico”, “preso” essencialmente à marquesa, não era suficiente para ir ao encontro das necessidades e exigências de um atleta de alta competição. Isto fez com que me aproximasse cada vez mais da área do treino das qualidades físicas, embora nunca tenha deixado de aplicar Fisioterapia diariamente, no que diz respeito à forma de pensar e estar. Para além disso, sou viciado em qualquer tipo de competição e, portanto, o desporto faz com que consiga juntar o útil ao agradável.

BM: Vivo e respiro desporto desde sempre, é impossível dissociar algum momento da minha vida em que não tenha estado ligado ao desporto. Também a minha família tem um longo passado desportivo, pelo que, também isso me envolveu neste espírito da competição. Dedicar-me ao treino foi um processo natural e que começou a construir-se desde muito cedo. Ao longo da minha formação, assumi um papel de grande responsabilidade e desde muito cedo comecei a ter muitas dúvidas sobre muita coisa. Sempre questionei as decisões dos meus treinadores e sempre gostei de perceber de que forma é que o contexto influenciava a visão que eles tinham do processo, para mim e para os meus colegas. Tive a sorte de ter treinadores que alimentaram o meu espírito crítico e me deram asas para descobrir o porquê das coisas. A primeira vez que entrei num balneário teria 6 ou 7 anos, pelo que dedicar-me à performance e ao treino de atletas é a forma que encontrei de encurtar o espaço e a saudade que tenho de competir e de estar imbuído no espírito de equipa. Pertencer a uma equipa, viver um balneário, treinar com um propósito de competir e a adrenalina dos 10, 15, 20 minutos antes de entrar para a competição são inexplicáveis. O treino abriu-me as portas para continuar a procurar esse estado de espírito, noutra perspetiva, mas igualmente viciante. Tem de ser algo realmente “viciante” para deixares a tua família, os teus amigos e condicionares a tua liberdade para viveres isso.

4. Como surgiu a ideia de criarem um projeto em comum?

Todos: O Mário Simões foi o fundador da empresa, originalmente Centro de Treino Jesuítas. Apesar de vários anos em funcionamento, apenas a partir de meados de 2017 se tornou algo mais sério, com o aumento do fluxo de clientes e, acima de tudo, atletas. Isto coincidiu com a entrada do Bruno Matos como colaborador da empresa. O Bruno já trabalhava com o Mário nas seleções nacionais de voleibol e também já tinha sido seu atleta no voleibol do Vitória Sport Clube. Alguns rumores indicam até que o Bruno decidiu acabar a carreira porque o Mário lhe fazia a cabeça em água... [risos].

No início de 2018, após regresso do Luís Mesquita a Portugal, e fruto da partilha de visão e ideais comuns entre os 3 relativamente aquilo que é o desporto de alta competição, surgiu a oportunidade de nos juntarmos numa sociedade com um objetivo comum: tornarmo-nos numa referência nacional e internacional na área do desenvolvimento das qualidades físicas.

 

Este artigo fez parte do Número 8 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

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