À conversa com... APPI Trainers portuguesas: Ana Duarte, Francisca Lourenço, Raquel Brandão e Sofia Neves (Bwizer Magazine)

Este artigo fez parte do Número 7 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

 

Estivemos à conversa com as nossas quatro instrutoras e formadoras oficiais de Pilates Clínico da APPI: Ana Duarte, Francisca Lourenço, Raquel Brandão e Sofia Neves.

Nesta entrevista ficamos a conhecer um pouco do seu percurso e projetos para o futuro. Acompanhe-nos ao longo das próximas linhas e deixe-se apaixonar pelo Pilates Clínico da APPI e por estas quatro fantásticas profissionais.

 

1. Como se apresentariam, de uma forma breve?

Ana - Sou alegre, curiosa e resiliente. Procuro tirar o máximo partido de cada dia e, em cada interação, partilho a alegria de gostar do que faço. O movimento, o comportamento humano e o alívio da dor são temas que me despertam muita curiosidade e interesse. Acompanha-me uma vontade incessante de ler e partilhar conceitos sobre o que vou aprendendo ao longo do meu percurso. É assim que vejo a evolução pessoal, com partilha e muita resiliência. Fazendo de cada obstáculo, uma oportunidade para me superar.

Francisca - O meu nome é Francisca Gomes, sou licenciada em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa e instrutora de Pilates Clínico APPI desde 2012. Em fevereiro de 2013 ministrei a minha primeira formação pela Bwizer e desde então já tive oportunidade de lecionar mais de 50 cursos diferentes, sendo que um deles teve lugar no México. Dedico o meu tempo à reabilitação na terceira idade e ao Pilates Clínico em contexto de classes e tratamento individual. Sinto-me imensamente realizada com estas áreas, mas sempre com vontade de abraçar novos desafios.

Raquel - Filha, mãe, esposa, Fisioterapeuta, instrutora e formadora. Apaixonada pelo método de Pilates. Sou subcoordenadora no hospital particular de Almada onde realizo classes de Pilates Clínico, trato de casos essencialmente do foro orto-traumatológico e sou responsável pela área da reeducação pélvica. Possuo um espaço, equipado com aparelhos de Pilates, onde realizo um trabalho mais personalizado e individualizado. No Pilatesrehab, a Fisioterapia e o método de Pilates andam de mãos dadas e permitem, de uma forma diferenciada, a reabilitação de quem me procura. Aqui realizo o meu próprio treino. Apesar de muito ocupada, encontro sempre tempo para dançar, viajar e sorrir.

Sofia - Chamo-me Sofia Neves, sou fisioterapeuta, osteopata, instrutora e formadora APPI. Sou unida de facto com um fisioterapeuta (João Chambel), que é das pessoas que mais admiro e respeito, tanto enquanto pessoa como profissional. Sou mãe de dois rapazes (o Francisco de  1 ano e meio e o Santiago de 3 anos e meio) que me enchem o coração e a quem dedico a maior parte do tempo em que não estou a trabalhar. Adoro a vida ao ar livre, o contacto com a natureza e o mar. Apesar de atualmente não dedicar o tempo que gostaria ao desporto, ele é fundamental para o meu bem-estar físico, psíquico e emocional. De momento, vou intercalando a corrida, o Healthy HIT e o Pilates.

 

2. Como surgiu o Pilates Clínico da APPI nas vossas vidas? E o que vos trouxe de novo esta visão?

Raquel - Formei-me em 2009, por outra entidade formadora, que criou em mim o bichinho pelo método. Mas foi apenas em 2015, quando decidi fazer uma atualização, que tudo se encaixou. Encontrei no método da APPI, aquilo que a minha experiência me foi demonstrando. Uma aplicação do Pilates para além do convencional. Uma forma de potencializar o meu trabalho de Fisioterapeuta, uma forma de ensinar o movimento. Nesse ano, para além da formação, fui assistir à conferência em Londres. Brutal, uma partilha inigualável!

Francisca - O Pilates entrou na minha vida em 2008, em contexto de ginásio. Rapidamente me identifiquei com este método de treino e obtive mudanças físicas para melhor. Enquanto terminava a licenciatura o meu interesse foi aumentando e, como tal, realizei algumas pesquisas que me ajudaram a encontrar a melhor opção formativa, no meu caso era um curso que conciliasse a prática e o contexto clínico. Foi em 2010 que me inscrevi no Matwork 1 da APPI pela Bwizer. Foi também nesta altura que percebi realmente todo o potencial deste método. O facto de em tão pouco tempo serem visíveis resultados ao nível de postura, equilíbrio, sintomatologia dolorosa e respiração, associados a um bem-estar global, foi o suficiente para me fazer acreditar que faria o mesmo pelos meus pacientes. Tive a oportunidade de assistir a vários MW1, lecionados por diferentes profissionais, uma vez que colaborei como Gestora Operacional na Bwizer. Todos estes profissionais, através do seu cunho pessoal, acrescentaram valor ao curso, partilhando histórias e dando dicas das suas próprias experiências como instrutores noutros países. Fiquei de tal forma cativada que foi imperativo continuar a minha formação até alcançar o nível de APPI TRAINER.

 

3. Fazendo uma viagem desde o passado até ao dia de hoje, o que mudou desde que conhecem a APPI?

Sofia - A APPI enriqueceu as nossas vidas, tanto a nível profissional, como pessoal. É um orgulho fazer parte desta comunidade de profissionais dedicados e de excelência, que todos os dias procuram criar as melhores condições para proporcionar, aos nossos pacientes, recuperações rápidas e eficazes, dando-lhes qualidade de vida.

A APPI mantém acesa a vontade de continuarmos a desenvolver as nossas técnicas, a vontade de inovarmos, de criarmos programas personalizados e específicos para cada pessoa, para cada problema.

Mostrou-nos ainda que este crescimento só é possível com humildade e partilha de conhecimento e de experiências.

 

4. O que representa, para vocês, serem APPI Trainers?

Ana - Ser APPI Trainer significa orgulho e compromisso. É um orgulho pertencer a uma comunidade internacional de instrutores de Pilates que todos os dias, através do movimento, trabalham na melhoria da função. Estudando, treinando, reflectindo, em conferência ou em equipa, sobre os exercícios mais indicados em cada contexto clínico. Ser APPI Trainer é estar em constante crescimento, em constante movimento, percebendo que os movimentos são infinitos e os casos clínicos únicos.

À conversa com... APPI Trainers portuguesas: Ana Duarte, Francisca Lourenço, Raquel Brandão e Sofia Neves (Bwizer Magazine)

5. Conseguem determinar um momento, a título mais pessoal em que o Pilates tenha sido absolutamente determinante?

Raquel - Até ao início do ano não saberia como responder a esta questão, mas ocorreu um incidente na minha vida pessoal que me permite, de forma comprovada, determinar a importância do Pilates.

O meu joelho esquerdo ficou comprimido entre dois carros, tendo sido comunicado um prognóstico muito negativo com uma paragem prevista de mais de seis meses e a hipótese de cirurgia! Não querendo acreditar naquele diagnóstico (rotura de ligamentos laterais e menisco), fui sujeita a exames mais detalhados e, no momento de conhecer os resultados, as palavras do ortopedista ao analisar as imagens foram, exatamente, estas: “Dê graças ao Pilates, pois salvou o seu joelho!”

O exame, para além de comprovar a inexistência de lesão, permitiu observar como as estruturas envolventes do meu joelho, apesar de magoadas, apresentavam-se bem desenvolvidas e com boa resistência, prova do trabalho que fui realizando ao longo dos anos com aplicação e ensino de Pilates. Acabei, então, por reduzir para dois meses uma reabilitação que inicialmente estava prevista com seis!

Sofia - O Pilates e a minha formação no método foram, sem dúvida, determinantes na forma como vivi as minhas gravidezes e como recuperei das mesmas.

Na primeira já era formadora da APPI, mas foi só durante o respetivo pós-parto que frequentei o Continuing Professional Development (CPD) de Pilates Pré e Pós-Natal. Tendo sido uma gravidez de alto risco (por útero bicórneo), atribulada por várias intercorrências (nomeadamente períodos de colo curto), com muito medo e ansiedade em grande parte incutidos pelos profissionais de saúde que me acompanharam, rapidamente deixei de ter confiança para manter a atividade física. Fui, inclusivamente, desaconselhada a praticá-la desde uma fase inicial e às 18 semanas (cerca de 4 meses) entrei de baixa laboral. Com efeito, só quando fiz a formação específica de Pilates nesta área é que percebi o quão infundadas foram as limitações que me impuseram, bem como o medo que desenvolvi face ao facto de ser uma pessoa muito ativa e que isso pudesse representar um risco para o meu bebé. Permitiu-me ainda orientar corretamente a minha recuperação no pós-parto.

Quando engravidei do meu segundo filho, o conhecimento entretanto adquirido, juntamente com mais experiência pessoal e profissional, levou-me a uma vivência bastante diferente. Apesar de continuar a ser de risco, consegui manter-me ativa até ao final da gravidez. Isso permitiu-me também estar mais tranquila, o que se traduziu em menos intercorrências (nomeadamente o colo manteve sempre um bom comprimento). Trabalhei até perto do final e ainda me lembro que o último curso que ministrei antes do parto foi um MW3 (nível intermédio/avançado) por volta das 24 semanas (cerca de 6 meses).

Sem o Pilates a tendência teria sido manter o padrão e as condições piorarem, não o oposto como realmente aconteceu.

 

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Este artigo fez parte do Número 7 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

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