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Comissão Instaladora da Ordem dos Fisioterapeutas

À conversa com Comissão Instaladora da Ordem dos Fisioterapeutas (Bwizer Magazine)

Comissão Instaladora da Ordem dos Fisioterapeutas

Este artigo fez parte do Número 10 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

 

Estivemos à conversa com os elementos da Comissão Instaladora da Ordem dos Fisioterapeutas (OF). Acompanhe-nos ao longo das próximas linhas e descubra o caminho já percorrido, com todas as suas conquistas e dificuldades, assim como os próximos passos.


Quem são os elementos da Comissão Instaladora da Ordem dos Fisioterapeutas (OF)? (breve apresentação de cada um).

Isabel de Souza Guerra (presidente) – Fisioterapeuta, Mestre em Gestão dos Serviços de Saúde e Docente na Escola Superior de Saúde do Alcoitão. Foi presidente da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas (APF) de 1996 a 2016 e Presidente da Comissão Pró-ordem da APF de 2016 até ao momento da aprovação da Ordem dos Fisioterapeutas. Foi fisioterapeuta diretora no Hospital de Egas Moniz, onde desenvolveu a sua atividade profissional.

António Manuel Fernandes Lopes – Fisioterapeuta, Psicólogo, Mestre em Ciências da Educação, Professor Coordenador e Coordenador do Departamento de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde do Alcoitão. Foi vice-presidente da APF de 1996 a 2016 e vice-presidente da Comissão Pró-ordem da APF. Foi Presidente da Região Europeia da Confederação Mundial de Fisioterapia /ER-WCPT) entre 1098 e 2010.

Pedro M. Lapa Rebelo – Fisioterapeuta, Mestre em Comunicação em Saúde e Doutorando em Fisioterapia. Diretor do Curso de Fisioterapia da Escola Superior de Tecnologia de Lisboa. Foi vogal da direção da APF de 2004 a 2016; vice-presidente da APF de 2016 a 2018 e presidente da APF de 2019 a Jan 2020

Olímpio Pereira – Fisioterapeuta e sócio gerente da Clínica de Fisioterapia “Fisio- Roma”

Maria da Conceição Bettencourt – Fisioterapeuta Pós-graduada em Gestão dos Serviços de Saúde. É coordenadora do Gabinete de Gestão de Programas da Qualidade do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central. Foi vogal da direção da APF de 1996 a 2011.

 

Qual a missão desta equipa e quem a designou?

Esta equipa foi nomeada pela Ministra da Saúde pelo Despacho n.º 12067/2019 de 11 de dezembro com objetivo de instalar a OF, preparar os atos eleitorais, realizar as primeiras eleições para os órgãos da OF e a tomada de posse dos corpos diretivos.

Quais os passos que se seguem até haver uma Ordem em pleno funcionamento?

Estamos a criar de raiz uma nova organização, que implica criar toda a estrutura e regulamentação para o funcionamento da OF, para, posteriormente, promover as inscrições dos cerca de doze mil fisioterapeutas existentes e, em seguida, promover as eleições dos órgãos sociais.

 

Como está a ser a experiência de trabalho?

É verdadeiramente uma experiência contrarrelógio, uma vez que a lei determina que deve ser realizado num ano, embora possa ser prorrogado com autorização superior. É um trabalho imenso pois há que criar regulamentação para todas as atividades da OF: regulamento de funcionamento, eleitoral, de quotas, de inscrições e que neste momento está feito; criar a imagem, criar a plataforma informática, site; promover a comunicação com os associados e com o exterior, etc. E ainda procurar uma sede provisória e pô-la a funcionar com material, equipamentos e recursos humanos. Criar os vários gabinetes de apoio: informático, jurídico etc. E tudo isto sem contar à partida com quaisquer meios financeiros.

Acresce ainda a este trabalho, todo o relacionamento institucional, para o qual somos convocados enquanto OF.


Sente-se a Comissão injustiçada com a forma como, muitas vezes, o seu trabalho parece ser avaliado pela comunidade de fisioterapeutas?

Penso que os nossos colegas não terão noção da quantidade de trabalho que temos de desenvolver e, reforço, de forma voluntária – sendo que todos os elementos da CI continuam com as suas atividades profissionais diárias. Compreendemos que os fisioterapeutas têm grandes expectativas relativamente à Ordem e ao início da sua atividade e muitos pensarão que após a saída da legislação, com um simples clique tudo está pronto a funcionar, mas não. Há que montar primeiro a estrutura e só depois proceder ao registo dos fisioterapeutas para, posteriormente, preparar os atos eleitorais e proceder à convocação e organização das primeiras eleições para os órgãos da Ordem.


Como garante, a Comissão, que tem em consideração as diferentes sensibilidades que coexistem na comunidade de fisioterapeutas?

A CI tem, no seu seio, diferentes tipos de personalidades, uns ligados ao exercício profissional, público e privado, outros ao ensino, à qualidade e muito importante também às questões internacionais. Além disso, nomeou um conjunto de consultores distribuídos pelas várias regiões do país, já numa perspectiva das futuras assembleias regionais, que nos ajudarão a “sentir” os profissionais e a procurar responder às suas necessidades.

 

Para continuar a ler esta entrevista, submeta o formulário abaixo.

 

 
 
Este artigo fez parte do Número 10 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

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