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A história (por contar) dos tendões | Por João Noura

Anatomofisiologia

O tendão é tecido conjuntivo composto essencialmente por fibras de colagénio e é a estrutura anatómica e funcional que liga a superfície óssea - o periósteo - ao músculo, na sua fáscia [1]. Hierarquicamente de forma crescente, este organiza-se em moléculas de colagénio, fibrilas, fascículos e por fim em unidades tendinosas. Esta organização hierárquica permite ao tendão ser uma estrutura funcionalmente mais capaz de transmitir forças[2], fator que é potenciado pela sua composição histológica e bioquímica. [3]

 

Compostos por 65 a 70% de água [2], a percentagem de matéria seca é cerca de 70 a 80 % de colagénio Tipo I na proporção total deste tecido conjuntivo, que associada à presença de proteoglicanos  - retenção de água e facilitação de deslizamento entre fibras - e glicoproteínas – estabilidade mecânica, promoção de regeneração e propriedades elásticas -, lhe conferem as suas características de força e viscoelasticidade, conseguindo armazenar e transmitir de forma efetiva as forças exercidas nas estruturas que lhe estão adjacentes [1]. Para além destas importantes especificidades anatomofuncionais, o tendão é uma estrutura pouco vascularizada [2] constituída por tenócitos (células tendinosas) e condrócitos (células cartilagíneas), que são as responsáveis pela produção das células estruturais do tendão com o colagénio, fibronectina e os proteoglicanos, fundamentais na reparação e homeostasia do tendão.

Podemos então assumir que o colagénio é o responsável pela tensão contrátil do tendão e as substâncias da matriz celular são responsáveis pela sua organização e diferenciação estrutural. Ambos são sintetizados pelos tenócitos [3].

Para além de todos estes componentes celulares, existem ainda células estaminais tendinosas (CET’s), que ajudam a explicar muitos dos fenómenos fisiológicos e patológicos que se observam ao nível tendinoso. Tal como o nome indica, estas são células multipotentes com capacidades de se renovar e de se diferenciar em diversos tipos de células – isto fará uma enorme diferença nas alterações fisiológicas ou patológicas decorrentes no tendão e, consequentemente, na expressão mecânica e anatómica das suas propriedades.

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