Atividade Física: Recomendações para a Prescrição de Exercício (guidelines)

Segundo a Acta Médica Portuguesa (2011), a "inactividade física é um importante problema de saúde pública, e as evidências sugerem que é um factor determinante nas principais doenças crónicas não transmissíveis. A Atividade Física (AF) é assim um forte meio de prevenção e tratamento de doenças a nível individual e um método efectivo para melhorar a saúde pública em toda a população."

A maioria dos benefícios de saúde ocorre com pelo menos 150 minutos de exercício aeróbio, de intensidade moderada, acumulados ao longo da semana, que podem ser fraccionados em períodos mínimos de 10 minutos. A marcha rápida parece ser o exercício aeróbio de eleição. É também recomendado exercício aeróbio de intensidade vigorosa e exercícios resistidos de fortalecimento muscular, em pelo menos dois dias da semana.

As crianças, jovens, idosos e pessoas com excesso de peso têm necessidades particulares de actividade física. Benefícios adicionais ocorrem com o aumento da quantidade e da qualidade de AF através da correta manipulação da densidade do exercício (intensidade, frequência e duração). No entanto, alguma AF é melhor do que nenhuma.

O papel dos profissionais de saúde na prescrição adequada de exercício aos seus pacientes é fundamental para o envolvimento destes no aumento dos seus níveis de AF contribuindo assim para a promoção da sua saúde e para a prevenção e tratamento das principais doenças crónicas não transmissíveis. Faça download gartuito da Acta Médica que serviu de base a este artigo e fique a conhecer, na pa´gina 4 do documento, quais as recomendações para a prescrição de exercício de várias organizações científicas:

 

Atividade Física: Recomendações para a Prescrição de Exercício

Sabia que...

  • A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo, mais de 60% dos adultos não cumpram os níveis mínimos de AF que seriam benéficos para a sua saúde. A inatividade física foi identificada como o 4º principal factor de risco para a mortalidade global e parece ser mais prevalente entre as mulheres, idosos, indivíduos de grupos socioeconómicos baixos e pessoas com deficiência. O sedentarismo causa, globalmente, cerca de 21-25% dos casos de cancro da mama e do cólon, 27% de diabetes e, aproximadamente, 30% das doenças isquémicas do coração. O risco de contrair uma doença cardiovascular aumenta até 1,5 vezes em pessoas que não cumprem as recomendações mínimas de AF. A inactividade física parece ser assim um importante problema de saúde pública.

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