Diretrizes para a prática clínica: reabilitação do cancro de mama

Apesar dos avanços no diagnóstico precoce e no tratamento do cancro de mama, os tratamentos primários para esta doença (cirurgia, radioterapia e quimioterapia) continuam a apresentar, em parte dos quase 3 milhões de casos diagnosticados anualmente, uma enorme percentagem de consequências físicas, nomeadamente:

  • Restrições de amplitude e mobilidade das extremidades superiores
  • Dor
  • Fadiga
  • Neuropatia periférica induzida por quimioterapia
  • Cardiotoxicidade relacionada com o tratamento
  • Diminuição da saúde óssea (como a redução da densidade éssea)
  • Problemas no controlo de peso

A juntar a estas consequências músculo-esqueléticas, saliente-se o profundo impacto emocional e psicossocial de receber um diagnóstico de cancro da mama, assim como de ser submetido a um plano de tratamentos na sua maioria bastante rigorosos.

Com base na evidência científica publicada nos últimos anos, incluindo ensaios randomizados e revisões sistemáticas, ao longo da última década, foram desenvolvidas diretrizes de prática clínica com objetivos de prevenção e tratamento dessas limitações.

     1. Recomendações: Reabilitação de Extremidade Superior

     2. Recomendações: Diagnóstico e Avaliação do Linfedema

     3. Recomendações: Gestão da dor relacionada com o cancro da mama

     4. Recomendações: Gestão da fadiga associada ao cancro da mama

     5. Recomendações não farmacológicas: Gestão da neuropatia periférica induzida por quimioterapia, cardiotoxicidade relacionada com o tratamento, saúde óssea e controle de peso

No entanto, a tradução dessas orientações para a prática clínica precisa ser acelerada.

Além disso, pesquisas adicionais são necessárias para atualizar as diretrizes sobre disfunções músculo-esqueléticas das extremidades superiores e linfedema, bem como para o desenvolvimento de novas diretrizes de reabilitação no acompanhamento e intervenção de outras deficiências identificadas no Modelo Prospectivo de Vigilância (Prospective Surveillance Model), por exemplo, a artralgia.

Estivemos à conversa com Nuno Duarte, um Fisioterapeuta com enorme conhecimento e experiência clínica na intervenção no cancro da mama - veja agora qual é o papel do FT neste contexto, segundo este profissonal:

 

Partilhe esta notícia