Doença Respiratória e Terapêutica Inalatória

E quando a pessoa não cumpre com o tratamento para a sua doença respiratória?

Um dos maiores desafios para quem trabalha com pessoas com doença respiratória é a não adesão ao tratamento, o que está diretamente ligada ao mau controlo da doença. Deste modo, são muitos os custos económicos e sociais, desde a despesa que o tratamento acarreta até ao absentismo profissional e escolar.

Como diagnosticar e como tratar as doenças respiratórias tem sido alvo de muita investigação e têm-se chegado a resultados importantes, contudo, os profissionais de saúde continuam a ter dificuldade em levar as pessoas a aderir ao tratamento. Não será então esta uma área prioritária da nossa atenção? Como potenciar a adesão ao tratamento das doenças respiratórias? Como capacitar a pessoa a autogerir a sua doença?

Doença Respiratória e Terapêutica Inalatória

A terapêutica de eleição para o tratamento das doenças respiratórias é a inalatória, é portanto fundamental que o Enfermeiros e outros profissionais de saúde envolvidos a dominem. A validação da técnica inalatória deve ser rotineira e todas as oportunidades com a pessoa devem ser aproveitadas para a rever. Os erros são muitos, são frequentes, recorrentes e por vezes críticos, levando à ineficácia da medicação. Os dispositivos inalatórios são inúmeros e existem diferenças na sua utilização, condicionando a escolha do dispositivo certo para a pessoa, sendo possível que haja a necessidade de o alterar de acordo com a evolução da doença ou com alterações das características da pessoa (idade, capacidade ventilatória, capacidade cognitiva).

Um medicamento utilizado na terapêutica inalatória pode ter um peso relevante no orçamento pessoal e familiar, o que por si só pode ser um fator que leve à não adesão ao tratamento, especialmente se a pessoa não reconhecer, por via de uma utilização errónea, o benefício para a sua saúde e qualidade de vida da utilização daquele medicamento.

E se a pessoa já se sentir melhor, se a doença estiver controlada? Pois, aí está outro problema! Sabemos que as pessoas que abandonam o tratamento de controlo da doença respiratória crónica quando se sentem melhor, vêm a situação a inverter-se. A educação da pessoa sobre o que é um bom controlo da doença, sobre os sinais de alerta, sobre a prevenção de complicações e o modo de atuar nos primeiros sintomas de agravamento é mais uma área de atenção do Enfermeiro e outros profissionais de saúde.

Existe também bastante desinformação e mitos associados à terapêutica inalatória que provocam medo à pessoa com doença respiratória levando novamente à não adesão ao tratamento. O que fazer em resposta a este problema? Como desmitificar algo enraizado e validado pelos pares?

Levar a pessoa com doença respiratória a aderir ao tratamento, capacitá-la para a autogestão da sua doença é sem dúvida uma missão desafiante!

Sente-se preparado para agarrar este desafio?

 

👉 Se quer saber mais sobre este tema, aceda AQUI a um artigo sobre Terapêutica Inalatória, pela Enfermeira e formadora Liliana Silva.

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