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Fatores que Influenciam a Capacidade de Gerar Tensão Muscular: Fatores Estruturais | Por José Vilaça

Os músculos esqueléticos são compostos por diferentes estruturas que influenciam a sua capacidade de gerar tensão. Podemos considerar como fatores estruturais que influenciam a capacidade do sistema neuromuscular gerar tensão: i) o tipo de fibras musculares que compõem um músculo; ii) o tipo de hipertrofia muscular que eles possuem; e iii) as propriedades estruturais do músculo esquelético.

 

Tipo de fibras musculares

Existem vários tipos de fibras musculares e a forma mais consensual de as classificar é pelo tipo de miosina de cadeia pesada (MCP) que elas possuem. Existem várias isoformas de MCP e existem fibras que possuem somente uma isoforma (“fibras puras”) e outras duas ou mais isoformas (“fibras híbridas”).

As “fibras puras” podem ser classificadas em fibras lentas do tipo I (que possuem MCPIβ e em três tipos de fibras rápidas, nomeadamente do tipo IIA (que possuem MCPIIa), do tipo IID ou IIx (que possuem MCPIId) e do tipo IIb (que possuem MCPIIb).

Em relação às fibras híbridas, estas são divididas tendo como base a isoforma de MCP dominante, distinguindo-se em: tipo I/IIA ou IC (possui maior número de MCPIβ do que MCPIIa); tipo IIA/I, ou IIC (possui maior número de MCPIIa do que MCPIβ); tipo IIAD (possuir maior número de MCPIIa do que MCPIId); do tipo IIDA (possui maior número de MCPIId do que MCPIIa); do tipo IIDB (possui maior número de MCPIId doque MCPIIb); e do tipo IIBD (possui maior número de MCPIIb do que MCPIId).

Em termos de velocidade e magnitude de gerarem tensão, as fibras estão hierarquicamente distribuídas das mais rápidas para as mais lentes da seguinte forma: IIB; IIBD; IIDB; IID; IIDA; IIAD; IIA; IIA/I; I/IIA; e I.

A fibras musculares podem alterar a sua expressão transitando o seu fenótipo de umas para as outras, ou seja:

Fatores que Influenciam a Capacidade de Gerar Tensão Muscular: Fatores Estruturais | Por José Vilaça

Essa alteração de expressão pode dever-se a fatores relacionados com a atividade neuromuscular,  com o tipo de tensão, ou não tensão, exercida no músculo, com o ambiente hormonal e com a idade (Pette & Staron, 2000).

Em relação à atividade muscular as fibras podem se alterar de acordo com o tipo de estimulação neural que lhe é dada. Assim, se estimularmos através de electroestimulação uma fibra do tipo IIa com estímulos de baixa frequência direcionados a fibras do tipo IA, esta poderá ganhar características das fibras do tipo IA.

Em relação à influência do tipo de tensão, ou não tensão (imobilização), uma maior magnitude do stress mecânico vai favorecer a transição das fibras lentas para as fibras rápidas e o contrário com a imobilização.

O ambiente hormonal, igualmente influencia a possibilidade de transição das fibras musculares, em que maior quantidade de Testosterona e de hormonas tiroideas mais facilitada está a possível transição de fibras lentas para fibras rápidas, como a menor  facilita o sentido inverso.

O aumento da idade faz com que haja uma transição das fibras rápidas para as lentas devido a vários fatores degenerativos associados ao envelhecimento. Com o aumento da idade existe uma diminuição da atividade neural e um aumento do processo degenerativo das articulações e das estruturas ósseas e tendinosas, levando à diminuição da atividade e da magnitude de tensão exercida nos músculos, influenciando assim uma mais fácil transição das fibras rápidas para as fibras lentas.

Podemos concluir que um músculo com maior percentagem de fibras rápidas é capaz de gerar mais tensão do que um músculo com maior percentagem de fibras lentas. Contudo deve-se ter em conta que o treino permite alterar esta percentagem.

 

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