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Mate o sedentarismo antes que o sedentarismo o mate a si | Por Eduardo Teixeira (Bwizer Magazine)

Este artigo fez parte do Número 7 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

 

É natural que ache o título demasiado exagerado e alarmante. É mesmo esse o seu intuito! No entanto, se para além de alarmante também o considera um embuste, por favor reconsidere. O sedentarismo não mata de forma fulminante (tal como o título poderá sugerir), pelo contrário, ele vai, lenta e progressivamente, forçando o nosso corpo a um estado de letargia consciente, provocando uma série de efeitos nefastos para a nossa saúde.

O sedentarismo promove o enfraquecimento muscular, não só do músculo esquelético, que usamos para nos mexer e respirar, mas também do cardíaco, esse músculo essencial que esperamos que nunca nos falhe. Além deste impacto na aptidão física e funcional, o sedentarismo também promove a debilidade mental, a perda de apetite e competência sexual, e a perda de qualidade de vida. Como se já não bastasse, o sedentarismo, deteriorando o normal funcionamento de diversos órgãos e sistemas, contribui para o aumento do risco de desenvolvimento de doenças crónicas não transmissíveis, culminando no aumento do risco de morte prematura.

Sim, ser sedentário, além de nos retirar muita vida aos anos, diminuindo, drasticamente, a nossa qualidade de vida, também nos retira anos à vida, aumentando o risco de morte prematura. Sim, eu sei que são demasiados riscos, mas sabia que existem cada vez mais soluções no mercado para nos ajudar a mudar o nosso estilo de vida, para outro menos sedentário? Sabia que, mesmo tendo uma doença crónica, existem profissionais especializados que prescrevem e administram exercício, adequado às patologias crónicas mais comuns, de forma segura e eficaz? Sabia que o exercício, além de prevenir todos estes riscos, pode ser coadjuvante terapêutico nas doenças associadas ao sedentarismo? Vamos então reconhecer o mal que nos temos feito e procurar soluções.

 

O que é ser sedentário?

O sedentarismo é, por definição (1), qualquer comportamento consciente, que fazemos enquanto estamos sentados ou reclinados, e que implique um dispêndio energético muito baixo – ou seja, um consumo energético menor que 1,5 equivalentes metabólicos (METs), o que significa que a quantidade de músculos a consumir energia é muito reduzida; repare que, a título de exemplo, durante uma corrida muito intensa, um indivíduo treinado, poderá atingir consumos energéticos superiores a 16 METs. Sendo assim, vamos fazer as contas. Se, em 24 horas, passarmos 8 horas a dormir, 8 horas a trabalhar – maioritariamente, sentados ou sem grande atividade muscular –, 3 horas sentados durante as refeições e mais 2 horas ao volante, restam-nos cerca de 3 horas em que, possivelmente, fazemos alguma atividade física, quando cuidamos da nossa higiene, quando vamos às compras, ou enquanto tratamos das lides da casa ou da família. Não é difícil de perceber, somos sedentários durante muito tempo num dia, e durante muitos dias na semana.

Sim, todos sabemos que é muito difícil arranjar tempo para ir ao ginásio e, mesmo quando conseguimos gerir a nossa agenda, é muito difícil arranjar coragem para vestir o equipamento, calçar as sapatilhas e enfrentar as dificuldades impostas pelo treino. Pois, também sabemos que treinar, principalmente quando não estamos habituados, é muito desagradável, custa muito aguentar os músculos a arder, a pulsação a subir, ficar ofegante e transpirar abundantemente. Todos sabemos isso! E também já todos sabemos que o exercício, quando é prescrito, planeado e executado de forma adequada, nos faz bem, mas mesmo assim continuamos a adiar a nossa mudança para uma vida menos sedentária. Vamos então pensar sobre os riscos de sermos sedentários. Pode ser que, conhecendo o mal que faz, a nossa vontade e determinação ganhem mais força.

 

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Mate o sedentarismo antes que o sedentarismo o mate a si | Por Eduardo Teixeira (Bwizer Magazine)

 

 

Este artigo fez parte do Número 7 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

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