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Publicado a 14/05/2020

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Mesoterapia homeopática em lesões desportivas: um recurso quando a Terapia Manual não é indicada

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O tratamento de lesões em contexto desportivo requer, por um lado a obtenção de resultados rápidos (o atleta deve regressar o mais cedo possível à competição) e, por outro, a garantia de uma recuperação total, diminuindo também a probabilidade de recidivas. Optar por técnicas com efeitos secundários mínimos, ou nulos é também essencial. Ora, tendo em conta o exposto, a mesoterapia homeopática assume-se, de facto, como uma excelente opção terapêutica.


Princípios da mesoterapia homeopática

A mesoterapia homeopática, ou microinjeção intradérmica, é caracterizada pelo aumento dos efeitos benéficos das substâncias administradas, condicionando, tanto uma diminuição na frequência da administração, como o seu potencial iatrogénico.

Diferentes estudos e a própria experiência clínica demonstram que o efeito terapêutico da mesoterapia depende de dois fatores fundamentais:

1. A profundidade da injeção. A cinética da medicação administrada por via intradérmica parece seguir o mammillar model, no qual poderiam existir diferentes compartimentos periféricos, um dos quais situado na proximidade do local de administração das substâncias, representado pela matriz do tecido conjuntivo e que poderia atuar como distribuidor e reservatório. Esse compartimento periférico vizinho é definido por um conceito de profundidade da injeção, como descrito por Corpas, com base em estudos de Corbel, Kaplan e Rincourt, entre outros.

2. Fragmentação da dose. A ação farmacológica de um único princípio ativo acontece quando este é fixado em um receptor, seja de forma reversível ou irreversível. Desta forma, suspeita-se que quanto maior a fragmentação da dose, maior o número de receptores estimulados e, portanto, maiores os efeitos terapêuticos, de acordo com o conceito descrito por Kaplan.

Mesoterapia homeopática no contexto desportivo

Nesta técnica o produto, em quantidades reduzidas, ao ser aplicado numa zona o mais próxima possível da zona a tratar, vai potenciar a sua ação, ao invés da administração de fármacos por via oral ou intramuscular, em que é exigida uma maior quantidade de produto, que acaba por se “perder” no organismo.

É um método de tratamento bastante eficaz e seguro, podendo ser aplicado numa série de patologias músculo-esqueléticas. Segundo Mrejen, as melhores indicações para mesoterapia são: tendinopatias isoladas, entorse leve ou moderada, estiramentos musculares, contusões moderadas, retração capsulo-tendino-muscular moderada, lesões mecânicas dos nervos periféricos e tendões, lesões articulares plurifocais das articulações periféricas, doenças degenerativas da coluna, algias e problemas pós-operatórios.

Para cada patologia é administrado o medicamento mais adequado, visando atingir resultados rápidos e positivos. A aplicação é feita na derme, camada média (meso) da pele, a uma profundidade entre 2 a 4 mm. Aqui, o medicamento permanece mais tempo na matriz celular e passa para o sistema linfático local. Desta forma, o produto homeopático vai estimular e potenciar os processos e reações do organismo, com o objetivo de atuar na disfunção e/ou diminuir a sintomatologia.

Uma outra particularidade que torna a mesoterapia homeopática uma boa opção em contexto desportivo é o facto de poder ser usada em quadros agudos quando existe por exemplo muita dor e limitação do movimento e que, por isso, a terapia manual e movimentos ativos sejam mal tolerados pelo paciente - para saber mais, submeta o formulário abaixo.

 

Fonte:

Ordiz I, Egocheaga J, Del Valle M. Antihomotoxic Mesotherapy in Sports Injuries of Soft Tissues

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