O que dizemos é escutado | Por Hugo Belchior

Uma vez, em Lisboa, no bar de um ginásio onde estava a ter uma reunião, aproximou-se um indivíduo e perguntou-me se não era o Hugo Belchior. Como não o reconheci fiquei um pouco espantado enquanto lhe dizia que sim, que era eu. Ele disse-me que me seguia no Linkedin e que lia o que escrevia e, como geralmente gostava do que eu escrevia, queria saudar-me. Fiquei algo constrangido e lá titubeei um agradecimento.

Se esta pessoa fosse um fisioterapeuta talvez fosse menos estranho. Não era. E, portanto, o que quero dizer é que a presença online, desde logo através das redes sociais, traz efetiva visibilidade. Para o bem e para o mal. 

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No momento em que escrevo este texto, no meu perfil pessoal de Facebook tenho 4.800 “amigos” e o no Linkedin tenho mais de 7.000 seguidores. No Instagram, não vou além dos 1.500. Sendo número baixos para qualquer comparação com quem tem uma “visibilidade elevada”, é bom termos noção que há 10 anos atrás, fazer chegar uma mensagem a milhares de pessoas, de forma gratuita, era virtualmente impossível. Hoje, cada ser humano com ligação à Internet tem a possibilidade de fazer ouvir a sua voz. Nunca foi tão fácil.

Simultaneamente, nunca foi tão difícil porque há una concorrência quase infinita pela atenção das pessoas. Isso deverá levar-nos a ter uma presença regular e consistente e com voz própria.

Sou um defensor da utilização inteligente das redes sociais. Mas é preciso estar disposto a correr alguns riscos que sempre vêm com o aumento da visibilidade. De todo o modo, não pense que é por ter uma conta numa qualquer rede social que a sua vida e, sobretudo, o seu negócio, mudará de um dia para o outro. Não há milagres. Apesar de ser através de tecnologia digital, os princípios de sempre, de consistência e valor acrescentado, têm sempre que ser respeitados. 

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