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Períneo e parto – uma amizade possível? | Por Diana Lopes (Bwizer Magazine)

Este artigo fez parte do Número 8 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

 

“Quero fazer massagem ao períneo”. Esta é uma frase que ouço cada vez mais em consulta. E junto com ela surgem-me sempre uma mão cheia de interrogações: qual será a verdadeira motivação escondida nestas palavras? Será que tenho à minha frente uma mulher que pretende conectar-se com o seu corpo a pensar no momento do parto? Será que o diz apenas porque alguém lhe disse que seria bom? Ou que era importante fazer?

Sim, acontece tudo isto. E ainda mais: “porque não quero que me cortem”. O medo da episiotomia é, na verdade, o que move muitas mulheres a marcarem uma consulta especialmente dedicada a essa região do corpo que, por vezes, nem sabem bem em que consiste e onde fica exatamente. Fica claro, por isso, que, nestas situações, um dos objetivos da consulta é apresentar o períneo – esse ilustre desconhecido – à mulher que nos procura, de preferência exaltando as suas qualidades, como se de um bom partido se tratasse, ou não quiséssemos nós que aquele primeiro encontro seja o mote para uma relação de amor (próprio) para a vida.

Regressemos ao tema da episiotomia, que aqui apelido de prática-barata, não porque seja apelativamente acessível aos bolsos dos contribuintes, mas porque (tal como as baratas) parece resistir a tudo e a todos os que contra ela se insurgem, incluindo os deuses da evidência científica da mais alta qualidade.

A prova são os valores alarmantes, de que Portugal não se deve orgulhar: uma taxa de 72.9% (94.4% em partos vaginais instrumentados e 66.8% em partos vaginais não instrumentados), a segunda mais alta da europa, só superada pelos 75% do Chipre e bem longe dos 4.9% da Dinamarca ou dos 10% previstos pela OMS.

O “medo que me cortem” vem, muitas vezes de uma experiência de parto anterior, em que a episiotomia pode ter sido realizada sem consentimento informado, ou ter sido a causa de alguns dissabores no período pós-parto, como incontinência urinária e/ou fecal, disfunção sexual, ou dor perineal. Noutros casos, estas mulheres são apenas as porta-vozes do medo de todas as mulheres que ouviram por aí, a falar do parto delas e do parto das vizinhas, porque se há coisa que nos lembramos são das histórias tristes.

Há ainda o “medo de rasgar”. O fantasma da laceração assombra grande parte das grávidas e, quando bem alimentado, pode levar a escolhas menos informadas, que vão desde uma episiotomia de rotina porque “cortar é melhor do que rasgar”, a uma cesariana eletiva “porque assim não faz mal ao períneo”.

 

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Este artigo fez parte do Número 8 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

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