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Trauma: impacto da arginina vasopressina (AVP) suplementar durante a ressuscitação do choque hemorrágico grave

Embora a vasoconstrição intensa seja a resposta normal ao choque hemorrágico, este mecanismo não se mantém indefinidamente. Com efeito, como resultado do choque hemorrágico prolongado, a vasoconstrição intensa progride para vasodilatação e o colapso cardiovascular resistente à catecolamina. Desta forma, identificar estratégias para prevenir ou tratar este estado de “choque descompensado” pode salvar vidas.

 

Estratégias de prevenção e tratamento do choque homorrágico grave e descompensado

Recentemente, a arginina vasopressina (AVP) foi investigada como adjuvante durante a ressuscitação após um trauma grave.

Esta substância é produzida pela hipófise posterior em resposta à hipotensão, sendo essencial para manter o tónus vasomotor durante o choque hemorrágico. De facto, a sua importância é tal que:

  • em animais sem AVP, mesmo pequenas perdas de sangue resultam em hipotensão significativa e baixos níveis durante choque hemorrágico prolongado - acontecimentos que têm sido associados ao desenvolvimento de hipotensão resistente à catecolamina;
  • pacientes vítimas de traumas clinicamente graves/ severos demonstram uma alta incidência de deficiência de AVP, com uma crescente necessidade de suporte vasopressor, transfusões sanguíneas e cuidados de saúde prolongados,

Além dos efeitos vasopressores, a AVP influencia o metabolismo celular e pode melhorar a função mitocondrial. Isto foi verificado, por exemplo, em tratamentos in vitro de células, onde o AVP parece modular a formação de NADH, ativar a síntese mitocondrial de ATP e inibir a apoptose (contudo, importa referir que o impacto in vitro da AVP na função mitocondrial e na sobrevivência celular após choque hemorrágico, permanece desconhecido).

No artigo "Supplemental arginine vasopressin during the resuscitation of severe hemorrhagic shock preserves renal mitochondrial function", de 2017, partiu-se da premissa que o choque hemorrágico resulta em diminuição das quantidades disponíveis de AVP, pelo que a suplementação exógena durante a ressuscitação melhoraria a pressão sanguínea e a função dos órgãos. Ora, e dado que o rim é o órgão mais comum a falhar após choque hemorrágico, o objeto deste estudo foi: investigar o impacto da vasopressina na função renal.


Impacto da vasopressina na função renal

Em suma, como resultado da investigação ilustrada em "Supplemental arginine vasopressin during the resuscitation of severe hemorrhagic shock preserves renal mitochondrial function", de 2017, "o choque hemorrágico descompensado resulta numa depleção progressiva das quantidades de AVP que são naturalmente produzidas pela hipófise, bem como num declínio nos níveis séricos de AVP.

A suplementação de AVP exógena durante a ressuscitação melhora a pressão sanguínea, preserva a função mitocondrial renal e atenua a lesão renal aguda precoce.

Embora sejam necessários mais trabalhos para determinar a dose e o momento ideais, o AVP parece ser um complemento benéfico durante a ressuscitação de choque grave."

 

Para ter acesso a este artigo na íntegra, submeta o formulário abaixo.

Trauma: impacto da arginina vasopressina (AVP) suplementar durante a ressuscitação do choque hemorrágico grave

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