A atualização da Escala de Coma de Glasgow | Retirado de PortalEnf
A escala de coma de Glasgow (ECG) foi criada na Escócia em 1974, na Universidade de Glasgow, por Taeasdale e Jennet. Essa escala é utilizada mundialmente para reconhecer disfunções neurológicas e acompanhar a evolução do nível de consciência, no prognóstico e padronizar a linguagem entre os profissionais de saúde. Em 1976, a escala foi revisada com a adição de um sexto valor na resposta motora.
Um dos principais fatores determinantes para lesões traumáticas, as quais causam consideravelmente a mortalidade e morbidade é o traumatismo crânio-encefálico (TCE). Sendo que entre as causas não traumáticas de alteração da consciência estão os tumores cerebrais e os abscessos, as lesões oriundas de acidentes vasculares cerebrais, as hidrocefalias e os aneurismas, entre outras também chamadas de lesões estruturais.
Já as lesões não estruturais, estão alterações hidroeletrolíticas, hipóxia, hipertermia e hipotermia, intoxicações por álcool, encefalopatia hepática, drogas ilícitas, sedativos hipnóticos e metais pesados. A ECG é utilizada na avaliação do nível de consciência, auxilia na determinação da gravidade do trauma, na interpretação do estado clínico e prognóstico do paciente e nas pesquisas clínicas de enfermagem.
Avalia a reatividade do paciente mediante a observação de três parâmetros: abertura ocular, reação motora e resposta verbal.
Cada componente dos três parâmetros recebe um score - sendo que o score geral pode variar entre 3 a 15, sendo 15 o melhor e 3 o pior. Os pacientes com score 15 apresentam nível de consciência normal, os pacientes com scores menores que 8 indicações de proteção de via aérea por meio de via aérea invasiva ou avançada são considerados em coma, sendo apontado o estado de extrema urgência. É fundamental identicar o quanto antes os pacientes com causa reversível e potencial para um resultado favorável. O score 3 é compatível com morte encefálica, no entanto, para a conrmação de morte encefálica há a necessidade de avaliar outros parâmetros. O TCE é classicado em leve, moderado e grave, de acordo com a pontuação do nível de consciência, mensurado pela ECG.
Em 2018 houve a alteração da escala de coma de Glasgow (ECG) a qual foi sistematizada em quatro passos.
- Verifique – fatores que interferem com a comunicação, capacidade de resposta e outras lesões.
- Observe – a abertura ocular, o conteúdo do discurso e os movimentos hemicoprpos direito e esquerdo.
- Estimule – estimulação sonora: ordem em tom de voz normal ou em voz alta. Estimulação física: pressão na extremidade dos dedos, trapézio ou incisura supraorbitária.
- Pontue – de acordo com a melhor resposta observada.
Ressalva-se que alguns fatores podem interferir no resultado como:
- Fatores pré-existentes – linguagem ou diferenças culturais, décit intelectual ou neurológico, perda auditiva ou impedimento de fala.
- Efeitos do tratamento atual – intubação ou traqueostomia, sedação.
- Efeitos de outras lesões ou lesões – fratura orbital/craniana, disfasia ou hemiplegia, dano na medula espinhal.
Nos casos de impossibilidade de aplicar algum dos estímulos, não informar um número e sim “NT”, ou seja, “não testado”. Houve também a mudança no termo “dor” para “pressão”, pois se um paciente está em coma não há como ter certeza sobre a sua sensação de dor. Para receber a Escala de Coma de Glasgow atualizada, submeta o formulário abaixo.
Nota: Para a utilização da ECG é necessário conhecimento prévio, pois sua aplicação criteriosa e sistematizada é essencial para a avaliação e a instituição de condutas, para assim garantir a fidedignidade do resultado.