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Publicado a 01/04/2021

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Margarida Alvarenga

A importância da Formação em Cuidados Paliativos | Por Margarida Alvarenga (Bwizer Magazine)

Margarida Alvarenga

Este artigo fez parte do Número 13 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

 

Cuidar quando a cura deixa de ser primordial é ir além do tratar.

A complexidade de um Ser Humano que vivencia a proximidade do inevitável que é a sua morte, exige dos seus cuidadores a consciencialização de que para além de lhe proporcionar bem-estar físico devemos ajudá-lo a atingir o máximo bem-estar emocional e espiritual possível. Para que tal seja real, temos que cuidar de forma responsável e compassiva, tendo sempre como foco de atenção aquilo que para o doente é sofrimento e de que forma o podemos minimizar.

Cada vez mais, a fase final da vida ocorre nos Hospitais, o que induz uma necessidade premente dos profissionais de saúde serem capazes de acompanhar o doente na sua globalidade, mantendo o respeito pela sua dignidade e englobando neste acompanhamento os familiares/ cuidadores.

A formação em Cuidados Paliativos (CP), permite uma melhoria continua no desempenho dos profissionais de saúde e tem como objetivo dotá-los de competências, resultantes dos conhecimentos sobre os princípios dos Cuidados Paliativos, que permitam de forma critico-reflexiva e responsável implementar planos de cuidados adequados às necessidades dos doentes e seus familiares/cuidadores.


Também lhe poderá interessar, Guia: Integração dos Cuidados Paliativos e Alívio da Sintomatologia na Pediatria.

Veja ainda o artigo, Plano de cuidados de enfermagem para dor crónica.

 

Os Cuidados Paliativos, surgem na década de sessenta por Cicely Saunders, que associou ao movimento dos Hospices, (já existentes desde o séc. XIX e cujo objetivo era o tratar o doente em fim de vida), cuidados médicos com vista ao tratamento da dor e de outros sintomas causadores de intenso sofrimento.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define inicialmente Cuidados Paliativos, como cuidados dirigidos a doentes portadores de doenças sem resposta a tratamento curativo, ou seja, a doentes com esperança de vida de dias ou meses.

Contudo, os progressos científicos e técnicos, ocorridos na área da Medicina, durante o século XX, resultaram num aumento da esperança de vida e num aumento do número de doentes com doença crónica. 

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Este artigo fez parte do Número 13 da Bwizer Magazine – pode vê-la na íntegra aqui.

CV: Enfermeira pela Escola Superior de Enfermagem do S. João, é especializada em “Enfermagem em Saúde na Comunidade”, para além de ser Mestranda do III Curso de Mestrado de Cuidados Paliativos na FMUL. Tem também colaborado como formadora na área de Cuidados Paliativos com diversas entidades.

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