Eletrólise percutânea – EPTE®: o que picar ou não picar à luz da evidência

Na última década, as técnicas invasivas atingiram o seu auge de aplicação no campo das lesões músculo-esqueléticas, ou como a primeira linha de intervenção, ou após um tratamento convencional mal sucedido.

Dentro desta gama de técnicas, e importante destacar o papel da eletrólise como uma ferramenta terapêutica capaz de estimular um processo de regeneração de tecidos, modulando um processo mediado por certas citocinas e cuja aplicação se concentra principalmente na estrutura tendinosa.

Com efeito, o tratamento convencional através das diferentes técnicas, entre as quais a terapia manual e o exercício terapêutico às vezes não são suficientes para reverter uma determinada situação clínica, exigindo um estímulo maior que possa influenciar esses processos.

A aplicação da eletrólise percutânea deve ser considerada como uma ferramenta de alto valor terapêutico que deve ser aplicada no contexto de um tratamento global e sempre precedida de um correto diagnóstico clinico. Não devemos cair no erro de aplicar esta técnica arbitrariamente e sem uma base teórica adequada.

Eletrólise percutânea – EPTE®: o que picar ou não picar à luz da evidência

Que evidência existe sobre a Eletrólise Percutânea?

A aplicação da eletrólise percutânea é um recurso relativamente novo cujo o âmbito de aplicação foi circunscrito por muitos anos ao território espanhol. A formação EPTE® centra-se na abordagem do tendão, da fáscia e estruturas nas quais há ensaios clínicos com um grupo de controlo que sirva de suporte para verificar a eficácia da técnica.

Ainda em relação à evidencia existente sobre a eletrólise percutânea, há apenas um artigo publicado numa revista de alto impacto com um grupo de controlo sobre a aplicação de eletrólise após uma lesão muscular, sendo este um estudo realizado em ratos. Embora os resultados sejam bastante promissores, não há estudos atuais sobre a aplicação desta técnica em músculo em seres humanos.

De facto, a controvérsia quanto à utilização deste tratamento neste tipo de lesões é tal, que num artigo publicado no ano 2016 em relação a manipulação da lesão muscular a nível desportivo (“Spanish Consensus Statement: The Treatment of Muscle Tears in Sport”), e mediante o consenso de um grupo reconhecido de médicos desportivos mencionou-se que “Nao se debe aplicar tecnicas invasivas, do tipo puncao seca ou Eletrólise Percutânea Intratissular (EPI) na zona afectada pelo menos na fase degenerativa da lesao muscular”.

 

Por que razão só se aplica EPTE® no tendão?

Para saberes a resposta a esta pergunta, deixa-nos os teus dados!

 

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